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São Paulo, SAMPA saudosa, parabéns!

** Este post foi originalmente publicado na minha timeline do facebook em 26/01/2012: http://www.facebook.com/edkallenn

Bom hoje é o aniversário de SAMPA e eu não poderia deixar de comentar, de parabenizar uma das cidades que mais amo no Brasil.
Quando digo que amo a 6ª maior metrópole do planeta meus amigos se confundem, me interpelam e julgam-me como louco (um ACREANO louco). Eu apenas dou um sorriso e penso que como Caetano escreveu ela “afasta os que não a conhecem” e que é difícil apreciar a “dura poesia concreta de tuas esquinas”.

Eu amo São Paulo. Para amar São Paulo você deve abstrair o trânsito mais caótico do mundo (por incrível que pareça, há ordem ali, mas tergiverso!), precisa abstrair a correria, o individualismo latente e a soberba dos que ali moram por saberem-se estar no “lugar onde a coisa está”, no “hub” do dinheiro, no centro nervoso do Brasil.

Para amar São Paulo você deve perder-se em suas ruas do “avesso do avesso do avesso do avesso”. Você deve estar aberto à “deselegância discreta de tuas meninas” e saber-se rodeado de 11,2 milhões de outros seres humanos que fazem parte “do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas” e entender que superabunda ali a “força da grana que ergue e destrói coisas belas”. Você deve respirar a “feia fumaça que sobe apagando as estrelas” no Ibirapuera e ver a “poesia dos campos e espaços” e das “oficinas de florestas” tomar o seu ser.

A dura poesia concreta de tuas esquinas

Parabéns SAMPA

Eu não amo São Paulo pelos seus 7 milhões de veículos, ou pelos seus 2,5 milhões de cães e 562 mil gatos com endereço fixo. Nem pelos 1160 veículos emplacados por dia e que um dia nos darão a sensação de completa paralisia diante da força do concreto e do asfalto dos seus 17 mil quilômetros de ruas e avenidas espalhadas pelo seu mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de perímetro. Eu não amo São Paulo pelas pessoas que representam na cidade 152 nacionalidades diferentes (a ONU tem 192!). Muito menos pela maior quantidade de sobrenomes italianos do mundo (contando os descendentes).

Talvez eu a ame pelas um milhão de pizzas consumidas por dia, mas não é! E, com certeza (embora eu adore) não é pelas 30 milhões de xícaras de café digeridas diariamente. Não é pelos 202 mil pastéis consumidos por dia nas 882 feiras da cidade superlativa.
Minha maravilhosa esposa adoraria que fosse, mas não é também pelas 240 mil lojas da cidade nem pelas 10 mil só em shoppings. Definitivamente não é pelos 170 mil motoboys que a cidade possui.
Talvez seja pelos 12.500 restaurantes de 52 tipos de culinária diferentes.

A cidade dos superlativos é superlativa em tudo. Até na raiva que ela desperta nos invejosos de outras paragens que são obrigados a para lá irem seja em trabalho ou estudo, ou turismo (é, existe!).Eu não amo São Paulo pelas 570 mil lâmpadas públicas que ela possui ou por ter 15% do PIB brasileiro (em 6% de população).

Eu amo São Paulo porque, se vc a conhece um pouquinho que seja, vc saberá que lá ninguém nunca morre de tédio!
O túmulo do samba de sambistas maravilhosos é uma cidade hermética, sisuda, labiríntica. Que só se abre para aqueles que descortinam o aparente mal gosto de seu concreto e se deslumbram com as maravilhas que ela têm a oferecer.
Eu adoro me perder em São Paulo, como bem sabe minha esposa, Vanessa Lima, no dia em que mais andamos à pé na vida! Não há cidade melhor no Brasil para se perder, se encarar e se encantar. Certamente há muitas outras mais bonitas, como o Rio, mas São Paulo é única. Superlativamente ÚNICA. Parabéns SAMPA!

Este post eu dedico aos meus amigos e colegas, Fabio Poletto, Hattori, Enrico Lucchetti, Daniela, Cristiano Willveit e a todos os que, em casa ou longe dela, apreciam a beleza e a poesia que se desnudam do concreto de SAMPA.

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quinta-feira, 26 janeiro, 2012 at 11:39 am 4 comentários


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O Computador de Papel

O computador de papel nada mais é do que a tentativa de "humanizar" o computador, trazê-lo para a fantasia lúdica da realidade, fazê-lo compreendido pelos milhares que o usam, mas não o entendem. Nasceu de minhas viagens intelectuais defronte da tela de fósforo um dia em que ele retrucou-me: decifra-me ou te devoro. Para não ser devorado, ousei decifrá-lo. É também onde posto minhas aulas, meus trabalhos, minhas impressões de um pouco de nada sobre coisa nenhuma. É o local onde falo das minhas paixões, entre elas, a música, o cinema, a TI e a ciência. É um espaço de discussão sobre a realidade do computador, sua influência, seus avanços, o exercício do óbvio que é mostrar a sua importância no e para o mundo. Tem o estilo de seu criador, acelerado, com um tom sempre professoral, tresloucado, por vezes verborrágico, insano, nevrálgico, sem arroubos literários, atônito e contemplativo diante da realidade, apaixonado, livre, feito para mostrar que a TI é antes de tudo, feita por gente!

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