Sexta-feira, dia de recomendações – draconianos e nerdologias

Seguindo o #FollowFriday do Twitter e para iniciar o fim de semana algumas recomendações e meus centavos sobre as mesmas:

Podcast Dragões de Garagem:
http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/

– Excelente Podcast sobre ciência. Sou assíduo desde o primeiro episódio, embora nunca tenha comentado por lá (shame on me!). Editado por Dônovan Ferreira Rodrigues, biólogo, em suas palavras, “o único editor de podcast cientista que mora em Goiânia”, tem como integrantes: Luciano Queiroz, mestrando em Microbiologia pela USP; Lucas Carmagos, entomólogo; Cristiano Silvério, estudante de Física; Marcos V. Dantas-Queiroz, biólogo e mestrando e Mariana Fioravanti, bióloga. Embora com um time onde a maioria é de biólogos os assuntos são variadíssimos e vão desde sondas espacias, passando por Estatística e Matemática (e, claro, Física) aos aspectos sociais do Ebola. Recomendadíssimo! Ouço sempre e é um dos melhores podcasts sobre ciência e divulgação científica, feito e realizado por cientistas, amantes da ciência e sempre trazendo convidados top como o Átila Iamarino, o Ricardo Bittencourt e outros. Recomendo TODOS os episódios! E é interessantíssimo, ao ouvi-los em sequência (do primeiro ao mais recente), perceber a grande evolução que o programa teve até os dias (e formato) atuais. Evolução, uma palavra e um conceito totalmente inserido no contexto ‘draconiano’. Um grande, maiúsculo podcast!

Canal Nerdologia do Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UClu474HMt895mVxZdlIHXEA

:Foi através do programa “Dragões de Garagem #41 – Aspectos sociais do Ebola” que conheci o excelente canal “Nerdologia” do Youtube. Realizado por Átila Iamarino, biólogo, pesquisador e curioso profissional. Já tinha ouvido o Alexandre Ottoni e o Dave Pazos, respectivamente o Jovem Nerd e o Azaghal (do também excelente e divertidíssimo podcast “Nerdcast“) falarem sobre o “Nerdologia”, mas (shame on me!) o ritmo de trabalho não tinha me dado a oportunidade de conhecer. Como perdi tempo! O Nerdologia é simplesmente sensacional, com uma produção e edição excelente da Amazing Pixel, de alto nível mesmo, arte do Tucano (excelente!) e direção do Jovem Nerd e do Azaghal. Sob o pretexto de entender como a ciência se mistura com a cultura nerd (no contexto games, livros, filmes e quadrinhos) temos um canal delicioso com contribuições à divulgação científica que nem em 100 anos a SUPER (e a fraca edição/produção atual) seriam capazes de entregar! É comercial sim (E quem não é? A juventude é uma banda em uma propaganda de refrigerantes!?), mas é de tão alto nível que você nem se incomoda com o merchan. Acaba gostando e “comprando”, literalmente, a ideia. O canal é incrível. Um dos melhores do Youtube, sem dúvida. Vai ao ar toda quinta e recomendo assistir TODOS os episódios! Mais um grande golaço do Jovem Nerd e equipe!

Então, é isso!
Essas duas recomendações vão consumir bastante tempo para serem digeridas! São excelentes mesmo. Recomendo para todos os meus alunos, amigos, familiares e qualquer um que deseje conhecer mais… Afinal, conhecimento é poder!
Lambda, Lambda, Lambda!
😉

P.S.: Feed do ‘dragões de garagem’: http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/feed/
Twitter dos draconianos: https://twitter.com/dragoesgaragem
Facebook do Dragões: https://www.facebook.com/dragoesdegaragem?fref=ts 

Twitter do Nerdologia: https://twitter.com/nerdologia
Facebook do Nerdologia: https://www.facebook.com/CanalNerdologia
I
nstagram do Nerdologia: http://instagram.com/nerdologia

sexta-feira, 5 dezembro, 2014 at 12:37 pm Deixe um comentário

Respondam-me: Sistemas de Informação é um curso difícil?

Publicado originalmente em 3 de abril de 2007. A discussão continua extremamente atual. Até hoje é o post com a maior quantidade de visualizações deste humilde blog!

Computador de papel: o conteúdo da forma

Ontem (03/04), um aluno me disse depois de uma aula que estava abandonando o curso. Fiquei curioso, claro, e perguntei o motivo de tal desistência. Qual não foi minha surpresa quando ele disse que era porque o curso era “difícil”, que se “precisava estudar muito”, que o “índice de desistência e repetência era alto” e que tinha muito cálculo. Isso depois de ter estudado um ano e meio do curso.

Claro que eu fiquei consternado, afinal, é a minha área e eu sou apaixonado por ela. Mas isso me fez ir para casa pensando as razões do aluno.

Primeiro, o motivo de que precisa estudar muito não me convence, pois, que área do conhecimento humano não se deve estudar muito para se formar? Medicina? Direito? Educação Física? Química? Biologia? Física? Não acredito. Todos os campos do conhecimento são vastíssimos e a produção científica cresce exponencialmente a cada ano, portanto, para…

Ver o post original 441 mais palavras

quarta-feira, 13 agosto, 2014 at 7:09 pm Deixe um comentário

O homem que encheu o universo com um mar de elétrons – Paul Dirac

Publiquei um post em meu outro blog (Um cientista por quinzena), “O homem que encheu o universo com um mar de elétrons – Paul Dirac” em homenagem ao aniversário de nascimento do físico Paul Dirac, meu físico preferido!

Link:
http://umcientistaporquinzena.tumblr.com/post/94204308085/o-homem-que-encheu-o-universo-com-um-mar-de-eletrons

Até!

quarta-feira, 13 agosto, 2014 at 7:08 pm Deixe um comentário

Popularidade de linguagens – Você conhece o índice Tiobe?

Você conhece ou já ouviu falar do índice Tiobe? Este é um ranking organizado pela empresa Tiobe que tenta mostrar a popularidade das linguagens de programação quando comparada com outras. Ele iniciou em 2001 e é atualizado todos os meses desde então.

Ele leva em consideração o número de resultados de buscas de nomes de linguagens ou equivalentes em inúmeros sites como Google, Wikipedia, YouTube, Yahoo, Bing, Amazon, Blogger, Baidu e WordPress.

Há uma antiga amiga dos estudantes de Estruturas de Dados que, desde o início do ranking, praticamente nunca saiu do top 5. Nem preciso dizer que é a boa e velha filha de Dennis Ritchie, a Linguagem C!

O ranking de Julho de 2013 estava assim (para as 10 primeiras posições):

Position Jul 2013 Position Jul 2012 Delta in Position Programming Language Ratings Jul 2013 Delta Jul 2012 Status
1 1 C 17.628% -0.70%   A
2 2 Java 15.906% -0.18%   A
3 3 Objective-C 10.248% +0.91%   A
4 4 C++ 8.749% -0.37%   A
5 7 PHP 7.186% +2.17%   A
6 5 C# 6.212% -0.46%   A
7 6 (Visual) Basic 4.336% -1.36%   A
8 8 Python 4.035% +0.03%   A
9 9 Perl 2.148% +0.10%   A
10 11 JavaScript 1.844% +0.39%   A

 

Neste agosto de 2013 ela (a Linguagem C) deu uma variada e caiu para 2º lugar por alguns décimos. Confira:

Position Aug 2013 Position Aug 2012 Delta in Position Programming Language Ratings Aug 2013 Delta Aug 2012 Status
1 2 Java 15.978% -0.37%   A
2 1 C 15.974% -2.96%   A
3 4 C++ 9.371% +0.04%   A
4 3 Objective-C 8.082% -1.46%   A
5 6 PHP 6.694% +1.17%   A
6 5 C# 6.117% -0.47%   A
7 7 (Visual) Basic 3.873% -1.46%   A
8 8 Python 3.603% -0.27%   A
9 11 JavaScript 2.093% +0.73%   A
10 10 Ruby 2.067% +0.38%   A

O que confirma a força da linguagem criada há mais de quarenta anos nos laboratórios da Bell para desenvolver o Unix. Maior do que a popularidade é a influência da rainha das linguagens de programação. Praticamente todas as linguagens foram, de alguma forma (umas mais, outras menos) influenciada por C. Praticamente existe uma divisão em A.C. e D.C. (Antes de C e Depois de C) na história das linguagens de programação!

Só por curiosidade, o LangPop coloca a linguagem C como a número 1 em popularidade em suas séries. Confira: http://www.langpop.com/

O que você acha deste índice de popularidade? É confiável? Concorda que C é um marco na história das linguagens de programação? Quais as linguagens que você utiliza? Gosta de C? Sabe C? Comente! 🙂

quarta-feira, 14 agosto, 2013 at 10:10 am Deixe um comentário

Os computadores dos filmes – Parte 1 – Wargames (Jogos de Guerra, 1983)

Eu não escondo de ninguém que uma das minhas grandes paixões (fora a Van, a TI, a ciência e a música) é o cinema. A sétima arte é, sem dúvida, uma das grandes realizações da humanidade. Reúne o melhor (e o pior) do que já produzimos além de nos contar histórias (antigamente, se contava) épicas, tristes, alegres, grandiloquentes, enfim, humanas, demasiado humanas.

Como uma de minhas outras paixões são os computadores resolvi procurar sobre os computadores que aparecem nos filmes. Há duas questões importantes a se ater aqui: primeiro, são os computadores dos filmes (quaisquer filmes) e outra são os filmes sobre computadores (geralmente fraquinhos).

Minha primeiras lembranças de computadores em filmes vêm da série de TV Batman, Star Trek, e também dos filmes cult Jogos de Guerra (Wargames) e Tron (o primeiro!). Lembro também de uma coisa horrorosa chamada Superman III que mostrava um cracker, Stanley Jobson, que fazia coisas absolutamente insanas (e inverossímeis) com computadores.

Não vou me ater neste post aos absurdos cometidos nos filmes, apenas aos modelos utilizados e quanto de verossimilhança eles possuem.

Vamos começar com o clássico Wargames  (Jogos de Guerra, 1983). Este filme faz parte da “trilogia Mathew Broderick” que encantou os teens dos anos 80(entre 1983 e 1986). Os outros dois eram “O Feitiço de  Áquila” e “Curtindo a vida adoidado”.


(pôster de Wargames)

Estamos em 1983, a Compaq lança o seu primeiro computador (reza a lenda que desenhado em um guardanapo!) usando engenharia reversa para clonar o IBM-PC; Richard Stallman cria a Free Software Foundation; A Microsoft anunciava o desenvolvimento de um tal de Word; o físico indiano Subrahmanyan Chandrasekhar, citado no livro “Uma Breve História do Tempo” de Stephen Hawking, receberia o Prêmio de Nobel de Física.

No cinema, Fellini lança “E la nave va”, Bergman exibe “Fanny e Alexander” na América, o cineasta cinéfilo Brian de Palma e o grande Al Pacino nos deixam em êxtase com a explosão de violência da refilmagem de Scarface (e com a lindíssima Michelle Pfeifer em papel inesquecível!),  George Lucas expandia seu império com Star Wars Episódio VI: O Retorno de Jedi e saberíamos que Flashdance atormentaria as Sessões da Tarde para sempre. Ritchie tomou o Brasil de assalto com sua “menina veneno”, Clara Nunes morria e os Paralamas do Sucesso lançariam seu primeiro LP enquanto Michael Jackson enlouquecia o mundo inteiro com sua imortal Billy Jean (e seu MoonWalk) . O filme Gandhi levaria 8 estatuetas do Oscar para casa e Woody Allen faria o cine-documentário Zelig.

No ano em que morreria Luis Buñuel, um filme despretensioso sobre hackers e computadores marcaria sua geração e se tornaria um pequeno clássico de uma era de ouro na microinformática. Faturou cerca de U$ 80 milhões e foi indicado para 3 oscars(melhor roteiro original, melhor mixagem de som e melhor fotografia). Este é Wargames (Jogos de Guerra).

Wargames (Jogos de Guerra) é um filme com e sobre computadores e conta a história de um jovem hacker que, acidentalmente conecta seu microcomputador ao sistema de defesa aerospacial americano(NORAD), controlado por um supercomputador ultrassofisticado (para a época). A invasão acaba provocando um estado de alerta quase desencadeando a Terceira Guerra Mundial (entre EUA e URSS). E Broderick apenas jogava damas, xadrez, gamão e quase explodiu o mundo com seus “jogos de guerra”!

Os computadores do filme são dois: o primeiro é um IMSAI 8080, lançado em 1975 que era um aparelho para “hobbystas” e aficionados por eletrônica (basicamente um clone do MITS Altair, considerado o primeiro computador pessoal e para o qual Bill Gates e Paul Allen escreveram um interpretador BASIC, primeiro software da Microsoft). O IMSAI rodava uma muito modificada versão do Sistema Operacional CP/M chamado IMDOS. Foi desenvolvido pela IMS Associates, Inc. (depois renomeada para IMSAI Manufacturing Corp). Foram produzidas, no total, cerca de 20 mil unidades até 1978.

O IMSAI, como todos os clones do Altair, era um negócio meio tosco se comparado aos PC’s modernos. Um bando de luzes, led’s e botões que vinha sem monitor e em forma de kit, logo, tinha que ser montado pelo comprador. Usava um processador Intel 8080 de 2 a 3 Mhz (!!) (tataravô do Core) e um barramento S-100. Usava uma fita cassete para armazenamento (opcional) ou disquetes de 5 ¼” ou 8”(também opcionais) e memória de 4K(!!). Mais informações sobre o IMSAI, clique aqui. Sobre o ALTAIR, clique aqui. Para um vídeo sobre o Altair em uso, aqui e aqui.

Nas imagens, vemos Broderick e seu IMSAI 8080:

 

  

  

Algumas imagens do IMSAI 8080:

   

O outro computador do filme é o, muito mais famoso (ao menos no cinema), IBM NA/FSQ-7. Este computador (o maior já construído) era peça importante do sistema Semi Automatic Ground Environment (SAGE) da rede aérea de defesa, (Ambiente semiautomático de, ou em,  solo) usado para rastrear e interceptar bombas inimigas no final dos anos 50 e 60 pela Força Aérea Americana. Era também conhecido como IBM AN/FSQ-7 Combat Direction Central (Direção Central de Combate) ou “Q7” para os íntimos. Além de um computador enorme, ele possuía um sistema de controle gigantesco. Durante a guerra fria foi usado para interceptar mísseis e fazer controle de missões em solo.

O Q7 é conhecido como o maior sistema de computador já construído (Cada uma de suas 24 centrais pesava 250 toneladas e tinha dois computadores Whirlwind completos). Suportava mais de 100 usuários. A IBM usava cerca de 60 funcionários apenas para “dar manutenção” ao monstrengo.  Para fazer seu trabalho ele usava o algoritmo  Automatic Target and Battery Evaluation (ATABE). Usava leitores de cartões perfurados para entrada de dados (IBM 723) e uma impressora em linha IBM 718. Usava fitas magnéticas para armazenamento (IBM 728 magnetic tape drives). Tinha uma memória central com uma word(palavra) de 32 bits (mais 1 bit de paridade) que operava em um clock de 6 microssegundos(!!). Ambos os computadores tinham (se a Wikipedia estiver correta) dois bancos de memória, um com 65.536 words e o outro com 4096 words, o que dá cerca de 262.144 bytes no primeiro e 16.384 bytes no segundo (ou seja, era um colosso para sua época!).

Seu aparecimento no filme:


(David vê um vídeo do professor Falken, que usa um painel de um supercomputador Q7 para jogar games (meu ídolo eterno!!)

Fotos do Q7: Continue lendo, porque tem mais!!

sexta-feira, 19 outubro, 2012 at 10:31 am 1 comentário

Aulas de Fundamentos de Programação e Algoritmos (04, 05 e 06) e Exercício – 50 Algoritmos

Caros alunos de Fundamentos de Programação e Algoritmos. Seguem as aulas 04, 05 e 06 além do exercício maravilhoso dos 50 algoritmos! Para baixar é só clicar.

Fund. de Programação e Algoritmos –  Aula 04
Fund. de Programação e Algoritmos –  Aula 05
Fund. de Programação e Algoritmos –  Aula 06

Exercícios de Algoritmos (50 Algoritmos).

Não esqueçam que as apresentações dos trabalhos começam nesta semana (dia 22/06), portanto, estejam preparados!

Bons estudos!

terça-feira, 19 junho, 2012 at 1:38 am Deixe um comentário

Aulas de Estruturas de Dados (03, 04, 05 e 06)

Aqui estão disponíveis as aulas 03, 04, 05 e 06 de Estruturas de Dados e seus respectivos exercícios (inseridos nas próprias aulas). As datas de entrega dos exercícios foram comentadas somente em sala de aula. Curtam e estudem. (Lembrando que o material de Estruturas de Dados em C está reduzido pelo pouco tempo disponível devido a troca de professores). Para baixar é só clicar:

Estruturas de Dados – Aula 03
Estruturas de Dados – Aula 04
Estruturas de Dados – Aula 05
Estruturas de Dados – Aula 06

Bons estudos!

terça-feira, 19 junho, 2012 at 1:23 am Deixe um comentário

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O Computador de Papel

O computador de papel nada mais é do que a tentativa de "humanizar" o computador, trazê-lo para a fantasia lúdica da realidade, fazê-lo compreendido pelos milhares que o usam, mas não o entendem. Nasceu de minhas viagens intelectuais defronte da tela de fósforo um dia em que ele retrucou-me: decifra-me ou te devoro. Para não ser devorado, ousei decifrá-lo. É também onde posto minhas aulas, meus trabalhos, minhas impressões de um pouco de nada sobre coisa nenhuma. É o local onde falo das minhas paixões, entre elas, a música, o cinema, a TI e a ciência. É um espaço de discussão sobre a realidade do computador, sua influência, seus avanços, o exercício do óbvio que é mostrar a sua importância no e para o mundo. Tem o estilo de seu criador, acelerado, com um tom sempre professoral, tresloucado, por vezes verborrágico, insano, nevrálgico, sem arroubos literários, atônito e contemplativo diante da realidade, apaixonado, livre, feito para mostrar que a TI é antes de tudo, feita por gente!

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