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“Cypherpunks” ou a era da vigilância!

Bom, demorou (14 dias! Falta de tempo crônica já está no CID?). Demorou, mas terminei o primeiro livro de 2016. “Cypherpunks: liberdade e o futuro da Internet” de Julian Assange, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmerman “narrado” em forma de diálogo. O livro é absolutamente surpreendente pelas revelações, pela “abertura de olhos” de saber que estamos, todos, vigiados praticamente todo o tempo (até em nossas compras usando cartões de crédito ou transações bancárias!). Incrível imaginar, por exemplo, que interceptar (e armazenar!) por um ano as ligações de todos as pessoas de um país como a Alemanha (81 milhões de habitantes) é mais barato que um caça-bombardeiro moderno. A segurança e a guerra cibernética são os novos campos de batalhas dos conflitos (como o episódio do vírus Stuxnet sombriamente nos revela). E nós somos, infelizmente, vítimas de governos e marionetes nas mãos de empresas poderosas (como o Facebook, por exemplo), perdendo cada vez mais a privacidade (praticamente inexistente) e a liberdade! A Internet, ferramenta libertária, por sua própria natureza e história (e a primavera árabe serve-nos de testemunha) virou instrumento-mor de monitoração, vigilância e interceptação ferindo direitos mais básicos em nome de uma guerra e uma suposta segurança que, infelizmente, não nos protege dos reais inimigos: o poder e o dinheiro!
O livro é recomendadíssimo!

 

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quinta-feira, 14 janeiro, 2016 at 8:22 pm Deixe um comentário

O maravilhoso mundo dos e-books, os “livros virtuais”, “livros eletrônicos” e a democratização da leitura

Em qualquer debate que se faça sobre a educação no Brasil (e como ensinou Carl Sagan) e no mundo o fato da quantidade de livros lidos recai como uma tônica importante nos argumentos do que poderia melhorar os níveis educacionais. O livro, tecnologia resistente e importantíssima para o ser humano, enquanto espécie, enquanto povo, enquanto ser cultural e pensante foi (e é) o grande responsável pela obtenção do conhecimento e sabedoria. (Não por acaso, a História, com “H” maiúsculo se inicia com a invenção da escrita! E, não por acaso, houve e ainda há, religiões e culturas que “proíbem” a leitura de certos livros).

Feita esta introdução, digo que eu sempre fui um apaixonado por livros. São meus presentes favoritos (quando os ganho) e de extrema alegria (quando os dou para quem, como eu, os valoriza). Construí minha vida, meu caráter e minha formação intelectual e (inclusive) emocional mediante o prazer obtido pela leitura. Sem preconceitos literários, li de tudo até formar meu portfólio de “gostos”, os principais sendo os relacionados à ciência, biografias, não-ficção, aventuras, contos, romances realistas e sci-fi.

O tempo é, sabidamente, um recurso escasso nesses nossos dias loucos. Para alguém com tantos afazeres como eu (Policial Federal, Professor, Pastor, Pregador e marido) o tempo dedicado a leitura diminuiu muito nos últimos tempos. Por isso, a quantidade de livros lidos caiu muito em tempos recentes (chegando a pouco mais de 18 ano passado (2014). Sim, eu sei que é ainda muito mais do que a maioria, mas para minha média histórica é pouco, considerando ainda que a metade desses é técnico, por conta das aulas!).

Por isso, venho tentando há alguns anos me render aos e-books. Minhas primeiras tentativas foram renitentes e com pouco sucesso. Lembro-me bem dos dois primeiros que li (ainda em PDF), “O último teorema de Fermat” de Simon Singh, este lido no PC e o primeiro lido no celular (também em PDF), “Matemática e Imaginação” de Edward Kasner e James Newman (que acabei comprando posteriormente em um sebo por absurdos mais  R$ 200,00!!).

ebook

Mas eis que compro um Ipad e um Android mais moderno e me rendo ao Kindle. O primeiro livro lido no app da Amazon foi o “heavier than heaven – Mais pesado que o céu” de Charles Cross (em uma promoção maluca da Amazon onde o livro que custava acima de 50 reais, saiu-me por menos de 10!).

Achei diferente, no início estranhei um pouco, mas, pela comodidade, praticidade e preço, acabei cedendo. Agora, por exemplo, tenho 133 livros no Kindle (a maioria comprados, outros convertidos para ePub) que levo para qualquer lugar e, melhor, leio em qualquer lugar e em qualquer hora (até na esteira da academia!). Enfim.

ebookbooks

Não, de maneira alguma, abandonei o livro em papel (os técnicos, por exemplo, sigo preferindo os de papel), mas convivo com os dois mundos perfeitamente em sintonia tirando o melhor de ambos. O Kindle, por exemplo, tem tradução, dicionário, pesquisa, sincronização de leitura entre diversos dispositivos, marcações, notas, enfim, praticamente tudo o que precisamos para nos deliciar por esse universo.

Este ano (2016), após presentear meu pai com um Kindle Paperwhite em seu aniversário (ainda em 2015), acabei me rendendo e comprando um para mim também (e hoje ele é meu xodó!)

Foi então que o passo seguinte foi a rendição aos formatos. Sim, há inúmeros formatos de leitura de e-books, mas não posso deixar de citar os dois principais (que me deram uma infinidade de opções, incluindo aí leitura na Play Livros e no iBooks), o ePub e o MOBI.

O ePub (o MP3 dos e-Books), é um padrão livre e aberto criado pelo International Digital Publishing Forum (CICOM). Ele foi projetado para conteúdo fluido, o que significa que a tela de texto pode ser otimizada de acordo com o dispositivo usado para leitura (isso significa que tanto no iPhone, quanto nos inúmeros tamanhos de tela dos Androids e Windows Phone tanto quanto nos tablets e e-Readers a leitura é excelente e fluida. Eu mesmo uso tanto no Android, quanto no Iphone e no Ipad com resultados excelentes. Recomendo. Principalmente para uso com o iBooks e o Google Play Livros.

O Kindle, entretanto, não oferece suporte ao formato ePub, mas usa o formato proprietário AZW (além do MOBI e PDF). Felizmente há conversores entre os inúmeros formatos de e-books existentes. Eu recomendo fortemente o excelente programa multiplataforma Calibre para conversões e organização de sua biblioteca digital.

Eu não uso  Hoje eu uso e-readers (e estou apaixonado pelo meu Kindle). Leio Também leio no tablet (iPad), no Iphone e no Android (Moto X Galaxy S4), principalmente porque comprei primeiramente o tablet e achei que não havia necessidade de outras compras. Mas se você decidir comprar o e-reader, recomendo fortemente o Kindle Paperwhite (R$ 479,00 – de preferência com a capa de couro). Ele é, definitivamente, a melhor versão disponível (com custo-benefício relativamente acessível, já que pode ser parcelado em 12 vezes!).

Dos disponíveis no mercado nacional ele tem uma qualidade levemente superior aos demais. Mas, não se engane, somente para leitura, tanto o Kindle (R$ 299,00 em 12x) quanto o Lev (R$ 299,00 em 12x) ou o Kobo (R$ 299,00 em 12x – será que é um cartel? rsrs) dão para o gasto e auxiliam nas leituras além de serem ideais para a entrada no maravilhoso universo dos e-readers.

E os programas para leitura? Eu recomendo os seguintes:

Abaixo seguem uma série de links para você conhecer e baixar livros para iniciar suas leituras. Detalhe para concurseiros: o que vc está esperando que ainda não se rendeu aos estudos usando e-books? Não há comparação, acredite! Dica de quem passou em 7 concursos! 😉

Para os que se iniciam nos e-books só uma dica: PDF NÃO! 😉

Leitores digitais e lojas virtuais:

Sobre os Formatos de e-books:

Livros, livros, livros:

Programas para conversões e utilidades:

Outros links úteis:

Indicações e promoções:

De uma chance aos e-books e divirta-se. Mas, divirta-se lendo, aprendendo, conhecendo, enfim, vivendo aquele prazer que só os livros são capazes de proporcionar. Boas Leituras!

terça-feira, 19 maio, 2015 at 4:04 pm Deixe um comentário

Sexta-feira, dia de recomendações – draconianos e nerdologias

Seguindo o #FollowFriday do Twitter e para iniciar o fim de semana algumas recomendações e meus centavos sobre as mesmas:

Podcast Dragões de Garagem:
http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/

– Excelente Podcast sobre ciência. Sou assíduo desde o primeiro episódio, embora nunca tenha comentado por lá (shame on me!). Editado por Dônovan Ferreira Rodrigues, biólogo, em suas palavras, “o único editor de podcast cientista que mora em Goiânia”, tem como integrantes: Luciano Queiroz, mestrando em Microbiologia pela USP; Lucas Carmagos, entomólogo; Cristiano Silvério, estudante de Física; Marcos V. Dantas-Queiroz, biólogo e mestrando e Mariana Fioravanti, bióloga. Embora com um time onde a maioria é de biólogos os assuntos são variadíssimos e vão desde sondas espacias, passando por Estatística e Matemática (e, claro, Física) aos aspectos sociais do Ebola. Recomendadíssimo! Ouço sempre e é um dos melhores podcasts sobre ciência e divulgação científica, feito e realizado por cientistas, amantes da ciência e sempre trazendo convidados top como o Átila Iamarino, o Ricardo Bittencourt e outros. Recomendo TODOS os episódios! E é interessantíssimo, ao ouvi-los em sequência (do primeiro ao mais recente), perceber a grande evolução que o programa teve até os dias (e formato) atuais. Evolução, uma palavra e um conceito totalmente inserido no contexto ‘draconiano’. Um grande, maiúsculo podcast!

Canal Nerdologia do Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UClu474HMt895mVxZdlIHXEA

:Foi através do programa “Dragões de Garagem #41 – Aspectos sociais do Ebola” que conheci o excelente canal “Nerdologia” do Youtube. Realizado por Átila Iamarino, biólogo, pesquisador e curioso profissional. Já tinha ouvido o Alexandre Ottoni e o Dave Pazos, respectivamente o Jovem Nerd e o Azaghal (do também excelente e divertidíssimo podcast “Nerdcast“) falarem sobre o “Nerdologia”, mas (shame on me!) o ritmo de trabalho não tinha me dado a oportunidade de conhecer. Como perdi tempo! O Nerdologia é simplesmente sensacional, com uma produção e edição excelente da Amazing Pixel, de alto nível mesmo, arte do Tucano (excelente!) e direção do Jovem Nerd e do Azaghal. Sob o pretexto de entender como a ciência se mistura com a cultura nerd (no contexto games, livros, filmes e quadrinhos) temos um canal delicioso com contribuições à divulgação científica que nem em 100 anos a SUPER (e a fraca edição/produção atual) seriam capazes de entregar! É comercial sim (E quem não é? A juventude é uma banda em uma propaganda de refrigerantes!?), mas é de tão alto nível que você nem se incomoda com o merchan. Acaba gostando e “comprando”, literalmente, a ideia. O canal é incrível. Um dos melhores do Youtube, sem dúvida. Vai ao ar toda quinta e recomendo assistir TODOS os episódios! Mais um grande golaço do Jovem Nerd e equipe!

Então, é isso!
Essas duas recomendações vão consumir bastante tempo para serem digeridas! São excelentes mesmo. Recomendo para todos os meus alunos, amigos, familiares e qualquer um que deseje conhecer mais… Afinal, conhecimento é poder!
Lambda, Lambda, Lambda!
😉

P.S.: Feed do ‘dragões de garagem’: http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/feed/
Twitter dos draconianos: https://twitter.com/dragoesgaragem
Facebook do Dragões: https://www.facebook.com/dragoesdegaragem?fref=ts 

Twitter do Nerdologia: https://twitter.com/nerdologia
Facebook do Nerdologia: https://www.facebook.com/CanalNerdologia
I
nstagram do Nerdologia: http://instagram.com/nerdologia

sexta-feira, 5 dezembro, 2014 at 12:37 pm Deixe um comentário

O computador da Apollo: uma história de True Hackers

Olha, esse post do Cardoso é muito bom. Lembra uma época em que Ciência da Computação era uma coisa de louco. Uma época em que “homens eram homens e escreviam os seus próprios drivers de dispositivo” com disse um certo Torvalds algum tempo depois….
Link: http://meiobit.com/76058/apollo/

quinta-feira, 23 dezembro, 2010 at 11:31 pm Deixe um comentário

Google entra no mercado de banco de dados

Eu acho que eles querem mesmo dominar o mundo: http://migre.me/26gz.

O nome da tecnologia é Fusion Tables e tem o objetivo de revolucionar o gerenciamento de dados através de um sistema chamado “espaço de dados”.

“O Fusion Tables também oferece uma tecnologia de espaço de dados, conceito que existe desde os anos 90 e o Google, percebendo seu potencial, o desenvolve desde a compra da Transformic, em 2005, que é uma pioneira da tecnologia.”

Como sempre o produto é uma versão prévia (beta)…

Comunicado ofical do Google: http://googleresearch.blogspot.com/2009/06/google-fusion-tables.html

É clicar, esperar e conferir

sexta-feira, 12 junho, 2009 at 7:21 pm Deixe um comentário

Sistema de Busca apaixonante… (Wolfram Alfa)

Eu conheci hoje um sistema de busca viciante e apaixonante (sim, mais do que o Google) chamado Wolfram Alfa. Para mim, que era fãzaço do programa Mathematica, então, nem se fala. O negócio é o seguinte: o Wolfram é visto com mais um google killer, embora, depois de usar bastante o serviço eu concorde com o Tiago Dória de que eles são mais complementares do que rivais, pois a proposta é (bem) diferente.

Entre outras cositas bacanas, com o Wolfram você faz cálculos (de uma complexidade viciante), e responde a perguntas e queries objetivamente e com dados (muuuitos dados). Por exemplo, experimentei a seguinte query no sistema de busca do sistema: “R$ 5400 in dollars”. A resposta: confiram que lindeza de resposta e digam se o negócio não é apaixonante.

O lance do sistema é respostas exatas sem links para páginas onde vc encontraria o conhecimento por si só. Ele me dá a localização exta da estação espacial internacional, o desenvolvimento da série de Taylor para sen^2(x), me mostra a diferença em nível físico-químico entre a cafeína e a aspirina, interpreta notas musicais mostrando as distâncias de tons e semitons entre elas (bom, por exemplo, para transpor os tons de escalas e cifras musicais), desenvolve, por exemplo a integral indefinida de uma função, como, por exemplo: , mostra os terremotos próximos à ponte Akashi-Kaikyō no japão, mostra o clima em Boston em 1998 (e mesmo o de Rio Branco em 2002)um gráfico de crescimento das meninas nascidas em 29 de junho de 2000, informações sobre um icosaedro, dados sobre a cidade que estou morando atualmente e uma INFINADE de outras informações.

O serviço ainda está em testes e as perguntas são sempre em Inglês, mas que as possibilidades (de crescimento e de pesquisas) são fascinantes, isso são. Ah, como bem lebra o Tiago Dória, é sempre bom confrontar os dados oriundos da Internet com outras fontes, sejam elas reais ou virtuais.

Até.

quarta-feira, 27 maio, 2009 at 6:27 pm Deixe um comentário


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O Computador de Papel

O computador de papel nada mais é do que a tentativa de "humanizar" o computador, trazê-lo para a fantasia lúdica da realidade, fazê-lo compreendido pelos milhares que o usam, mas não o entendem. Nasceu de minhas viagens intelectuais defronte da tela de fósforo um dia em que ele retrucou-me: decifra-me ou te devoro. Para não ser devorado, ousei decifrá-lo. É também onde posto minhas aulas, meus trabalhos, minhas impressões de um pouco de nada sobre coisa nenhuma. É o local onde falo das minhas paixões, entre elas, a música, o cinema, a TI e a ciência. É um espaço de discussão sobre a realidade do computador, sua influência, seus avanços, o exercício do óbvio que é mostrar a sua importância no e para o mundo. Tem o estilo de seu criador, acelerado, com um tom sempre professoral, tresloucado, por vezes verborrágico, insano, nevrálgico, sem arroubos literários, atônito e contemplativo diante da realidade, apaixonado, livre, feito para mostrar que a TI é antes de tudo, feita por gente!

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