Representando e descrevendo algoritmos…

quarta-feira, 24 maio, 2017 at 6:03 pm Deixe um comentário

Já sabemos o que é um algoritmo e com o que ele se parece, mas como representar os algoritmos? Como descrevê-los? Como podemos ter uma representação física ou “tangível” da ideia que o algoritmo representa e do problema que ele resolve?

Há, basicamente, 3 formas de se representar algoritmos:

  1. Representação descritiva (ou descrição narrativa).
  2. Fluxogramas.
  3. Pseudocódigo.

Há também uma quarta forma, mas essa é especial  e falaremos dela depois.

1

A descrição narrativa (ou representação descritiva)

Bom, essa é a mais simples e menos formal de todas as formas de se representar um algoritmo. Consiste simplesmente de descrever ou narrar como o algoritmo funciona. Basicamente, serve para todos os tipos de algoritmos dada a sua generalidade. Exemplos:

Algoritmo para escovar os dentes:

  1. Pegar a escova de dentes e lavá-la.
  2. Pegar o tubo de creme dental .
  3. Abrir o tubo de creme dental.
  4. Apertar o tubo sobre a escova aplicando uma pequena quantidade de creme sobre a mesma.
  5. Fechar o tubo.
  6. Colocar a escova na boca e movimentá-la para a cima e para baixo em pequenos círculos por um determinado tempo (repetir esta operação até que os dentes estejam limpos)
  7. Enxaguar a boca.
  8. Limpar e guardar a escova.

escova_dentes

Esse algoritmo é bem genérico e pouco específico. Interessante notar que cada linha tem um verbo no infinitivo, um comando, uma ação. Uma instrução.

Neste contexto algorítmico, uma instrução indica uma ação elementar a ser executada.

As características da Descrição Narrativa (ou representação descritiva) são:

  • Uso da linguagem natural (no caso, Português);
  • Facilidade para quem conhece a linguagem e as ações a serem executadas;
  • Possibilidade de má interpretação, originando ambiguidades e imprecisões;
  • Pouca confiabilidade (a imprecisão gera desconfiança);
  • Extensão (se escreve muito para dizer pouco).

PARA EXERCITAR: Escrever algoritmos para trocar um pneu, fritar um ovo, trocar uma lâmpada, atravessar uma rua, tomar banho, calcular o dobro de um número, calcular a média do bimestre e descascar batatas.

Fluxogramas

flow chart diagram

Fluxograma é um diagrama que representa um processo ou um algoritmo passo a passo, descrevendo o fluxo do processo ou do algoritmo. Cada figura geométrica representa uma ação distinta. Esses diagramas ilustram, de forma simples, a sequência operacional do algoritmo (ou processo).

São usados para muito mais coisas do que descrever algoritmos ou processos de software. Alguns usos são:

Exemplo de um fluxograma simples mostrando como lidar com uma lâmpada que não funciona (fonte: Wikipedia)

Ficheiro:LampFlowchart pt.svg

Principais figuras (existem dezenas de outras)

principais_simbolos_fluxograma

Exemplo (cálculo de uma média, dados duas notas)

fluxograma-media

Vantagens e desvantagens dos fluxogramas:

Vantagens:

  • O fluxograma é uma das ferramentas mais conhecidas;
  • Figuras dizem mais do que palavras; (rsrsrs)
  • Padrão Mundial.

Desvantagens:

  • A solução é amarrada a dispositivos físicos;
  • Pouca atenção aos dados, não oferecendo recursos para descrevê-los ou representá-los coerentemente;
  • Complicação à medida que o algoritmo cresce.

Bom, esse post já ficou muito grande, portanto a terceira forma, o pseudocódigo eu deixarei para o próximo post sobre essa seção de algoritmos!

Até!

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E o algoritmo, hein? Afinal, que “bicho” é esse que domina o mundo?

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O Computador de Papel

O computador de papel nada mais é do que a tentativa de "humanizar" o computador, trazê-lo para a fantasia lúdica da realidade, fazê-lo compreendido pelos milhares que o usam, mas não o entendem. Nasceu de minhas viagens intelectuais defronte da tela de fósforo um dia em que ele retrucou-me: decifra-me ou te devoro. Para não ser devorado, ousei decifrá-lo. É também onde posto minhas aulas, meus trabalhos, minhas impressões de um pouco de nada sobre coisa nenhuma. É o local onde falo das minhas paixões, entre elas, a música, o cinema, a TI e a ciência. É um espaço de discussão sobre a realidade do computador, sua influência, seus avanços, o exercício do óbvio que é mostrar a sua importância no e para o mundo. Tem o estilo de seu criador, acelerado, com um tom sempre professoral, tresloucado, por vezes verborrágico, insano, nevrálgico, sem arroubos literários, atônito e contemplativo diante da realidade, apaixonado, livre, feito para mostrar que a TI é antes de tudo, feita por gente!

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