Um começo de ano científico!

quarta-feira, 15 abril, 2009 at 6:01 pm Deixe um comentário

“Nada que resulta do progresso humano tem unanimidade. Aqueles que são iluminados são condenados a perseguir aquela luz, em despeito dos outros” – Gérard Depardieu interpretando Cristovão Colombo no início do filme 1492, The conquest of paradise.

O início do ano passado foi histórico. Iniciei lendo esta resumidinha História dos Estados Unidos. Depois li este livro sobre a história das guerras, este já mais atentamente e fazendo uns escritos, anotações, etc. Segui na fase histórico com este libretinho sobre Che. Depois li um livrinho que tava perdido na casa do meu pai sobre a Revolução Cubana que até hoje não lembro o autor e nem por onde ele anda (procurei na Net e não achei), além deste aqui. Daí, mais atento à minha nova área de atuação, li em sequência este, este e até hoje não sei porque, este. Daí passei o resto do ano lendo ensaios, revistas e outros livros que não lembro agora, todos relacionados à História. Pois, bem. Foi meu ano histórico.

Este ano, comecei diferente. Depois de ter lido o original 10 anos atrás, comprei e li em Brasília o resumidinho Uma Nova História do Tempo. Daí engatei uma sequência com O Homem que calculava (releitura); Matemática divertida e curiosa; Número, A linguagem da ciência (releitura); A dança do Universo; O último teorema de Fermat e estou reassistindo a série Cosmos. Um ano científico!! Lembrei muito de quando entrei na faculdade quando devorara os livros do Carl Sagan, em especial, O mundo assombrado pelos demônios, Cosmos, Os dragões do Éden e o maravilhoso, lido e relido diversas vezes: Matemática e Imaginação de Edward Kasner e James Newman(que achei em um sebo virtual, graças a um post do Rafa e estou guardando uma graninha para comprá-lo). Ah, sim, já ia esquecendo, baixei os livros Alice no país do quantum; Deus, um delírio e O Gene Egoísta (os dois últimos inspirados em uma discussão que tive com o Idelber).

Esqueci do quanto eu era apaixonado por tudo isso. Lembrei que quase fiz o curso de Matemática na faculdade (graças a meu pai, troquei na última hora por Análise de Sistemas/Sistemas de Informação). Lembrei do quanto fui feliz lecionando matemática. De quanta paixão eu lançava nas maravilhas dos números, do amor pela lógica racional e pela vida de pessoas como Euler, Gauss, Newton, Leibiniz, Maxwell, Einstein e muitos, muitos outros.

Tinha esquecido do quanto foi importante para mim essa ligação quase transcendental dos números com a realidade, da aplicação prática dos conceitos do quadro negro (é, sou desse tempo!). Infelizmente, não continuei na vida academica, mas admiro muito os que se dedicam e se dedicaram para que hoje pudéssemos enxergar bem mais longe, apoiados nos ombros dos gigantes que nos precederam. E do quanto esse conhecimento é importante em nossos cursos de graduação.

Tive saudade dos meus alunos. Tive saudade de lecionar. As aulas de cálulo do mês passado não foram suficientes.

Enfim! Disse isso tudo só para corroborar o fato da existência de tanta matemática no curso de Sistemas de Informação e de Tecnologia da Informação em geral. Ela é absurdamente eficar e é útil para o desenvolvimento do raciocínio que um profissional de TI tem que ter.

No mais, fico aqui com minhas saudades e lendo meus livrinhos. Há poucos prazeres melhores que este, sem dúvida. Todos deveriam experimentar…

Abs.

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O Computador de Papel

O computador de papel nada mais é do que a tentativa de "humanizar" o computador, trazê-lo para a fantasia lúdica da realidade, fazê-lo compreendido pelos milhares que o usam, mas não o entendem. Nasceu de minhas viagens intelectuais defronte da tela de fósforo um dia em que ele retrucou-me: decifra-me ou te devoro. Para não ser devorado, ousei decifrá-lo. É também onde posto minhas aulas, meus trabalhos, minhas impressões de um pouco de nada sobre coisa nenhuma. É o local onde falo das minhas paixões, entre elas, a música, o cinema, a TI e a ciência. É um espaço de discussão sobre a realidade do computador, sua influência, seus avanços, o exercício do óbvio que é mostrar a sua importância no e para o mundo. Tem o estilo de seu criador, acelerado, com um tom sempre professoral, tresloucado, por vezes verborrágico, insano, nevrálgico, sem arroubos literários, atônito e contemplativo diante da realidade, apaixonado, livre, feito para mostrar que a TI é antes de tudo, feita por gente!

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